Estudos apontam que a atividade física é capaz de restaurar a sensibilidade dos neurônios envolvidos no controle da saciedade, o que pode contribuir para a redução da ingestão alimentar e, consequentemente, do peso corporal.

As pesquisas mostram evidências de que mamíferos obesos apresentam falhas na transmissão de sinais em neurônios que controlam a saciedade. Além disso, mostram que a forma que nos alimentamos também influenciam no nosso controle de ingestão alimentar. Dietas ricas em gorduras podem causar problemas na transmissão de hormônios como insulina e leptina no nosso cérebro, os quais têm propriedade de controle do apetite.

Pesquisas feitas com animais obesos, submetidos a uma dieta rica em gordura, mostraram que os hormônios perderam a capacidade de regular o apetite, ou seja, a obesidade envolveria um círculo vicioso comportamental: quanto mais se come, mais se quer comer.

Além disso, pesquisadores vêm observando que a atividade física pode ser capaz de reverter esse fenômeno, possibilitando que o paciente volte a ter a transmissão do sinal para a saciedade.

Portanto, o exercício, além de promover o gasto energético que ajuda emagrecer, também pode ser capaz de controlar nosso apetite e nossa ingestão alimentar.